domingo, 30 de setembro de 2007

Hoi An - aprendi a cozinhar!

Pois e, aprendi a cozinhar! passei o dia de hoje num ciros de cozinha vietnamita, que durou das 11h as 4h. agora ha sou uma rapariga prendada, hi, hi!
primeiro passamos no mercado e aprendi a distinguir e saber escolher peixe fresco, lulas, camarao, saber quais os legumes a usar (mas aqui ha legumes que ai nao encontro, comprar mais facas e utnsilios decozinha (ja tinha comprado alguns ontem...) e por fim ir de barco ate local onde iria aprender a cozinhar. aprendi a fazer spring-roll de camarao e legumes, folhas de papel de arroz e a partir dai rolinhos de legumes, tipo sushi, panquecas, cozinhado de beringelas e enfeites a aprtir de legumes genero rosas e flores a partir de tomates e cenouras.... o que eu me ri. depois comemos aquilo que fizemos. o meu estava muito apetitoso, acreditem! mas nao prometo repetir em portugal..
depois vagueei por ai. hoi an e mesmo uma terrinha simpatica. hoje desde manha nao havia luz. no final da tarde comecou a soprar um vento que ameacava novamente chuva, mas ate agora nada. por isso agora que ja e noite, sem luz em lado nenhum, apenas algumas velinhas espalhadas pelas casas, janelas e entradas de lojas, os candeeiros chineses a esvoacar e aquele vento morno a soprar....que bem que sabe vaguear por ai....e encontrar sorrisos misturados com as sombras e a escuridao do final do dia, enquanto se espera a chuva e se prepara a noite e o cheiro de jantar ja comeca a se misturar com os incensos que se acentem a cada esquina...sabe bem estar em hoi an.
amanha ainda por ca, vou ate my son, ruinas a alguns quilometros daqui. parto bem cedo e depois ainda me sobra a tarde para me despedir de hoi an.
depois hanoi e por fim bangkok. ja comeco a ver o fim e com o sabor de saber a pouco, que so agora comecava a entranhar este modo de ida e desligar do mundo dai.
comeco a ter saudades de ca.
beijinhos a todos e vou entao aproveitar enquanto ca estou, vou jantar ( e nao a luz de velas como pensava porque a luz acabou de chegar...

sábado, 29 de setembro de 2007

Hoi An, dia de chuva

Hoi Ah, dia de pausa muito compensadora.
noite de chuvadas, pensei que de manha dia de ceu limpo, como tem sido habito por ca, mas nao. de manha apos pequeno almoco, dia cinzento e com chuvadas. dada disto impede de andar por ai, porque c chuva, ao contrario dai, e prazenteira. sabe bem andar de havaianas e chapinhar nas pocas de agua, arregacar as calcas ate joelhos e vestir um poncho/capa de plastico que proteje de ficarmos molhados, mas ao mesmo tempo ficamos, mas nao faz mal poque esta calor e e bom.
hoje dia divertido. de manha passei no mercado e comprei alguns utensilios de cozinha,divertidissima a escolher com algumas mulheres que me ajudaram a escolheres os melhores e de melhor qualidade(gosto sempre de comprar coisas destas, colheres de pau, coisas para cortar os legumes, facas usticas, tezouras, etc...mas muito rusticas, de madeira e enferujadas que eu acho imensa piada e uso em casa...), depois decidi-me a entrar nalguns sitios de interesse turistico, tipo casas muito antigas chinesas,templos, etc. fiz um pouco de turismo para variar, as vezes misturada com grupos que levavam guias e por isso houvia algumas explicacoes dos sitios, mas nada planeado porque sai sem guia.
entrei nalgumas lojinhas e depois como chuva mais forte ejacomalguma fome, entrei num cafe giro e com duas mesinhas no terraco, viradas para a rua. entrei, pedi um brownie com amendoa e banada, delicioso e ainda quentinho e cha verde. estava musiquinha muito boa, jazz e eu com os pes a chuva, retomei a minha leitura do livro que estou a ler (marai, muito bom mesmo)e fui vendo a vida e o dia passar. e que saboroso e preciosos tempo esse que gastei numa tarde de chuva, no vietnam, sem pressa para nada, muitas pessoas a passar (porque ca naose para com a chuva), muitos turistas a entrar e a sair e mais um brownie e mais cha....que bom que foi.
depois sentou-se na minha mesa um frances que anda a viajar pela asia ha ja algum tempo e que queria conversar e partilhar experiencias. fartei-me de rir sobre as opinioes dos mesmos sitios por onde estivemos ambos e de outros sitios que gostaria de ir.
ah, soube bem a conversa numa tarde de chuva, de cha e de livros e de conversa sobre viajar.
terminei com jantar de fondue de marisco e sumo de manga...
foi um bom dia no vietnam...
amanha continuo por ca, vou tentar aprender a cozinhar qq coisa de jeito vitnamita...a ver....(ja tenho utensilios!!!), hi, hi...

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

HoiAn, terra da fartura!

pois entao em Hoi An. umadas poucas terras que nao foi destruda pelos americanos.
tal como esperava, bastante turistica e com tudo de bom (o conforto, o falar ingles, a comidinha boa em cafezinhos giros,as loginhas de souvenires....) e que e mau (montes de turistas, em grupo, sozinhos, velhos,novos....), ja naoestava habituada a tanta fartura em todos os sentidos.
primeiro, a viagem ate ca. foi longa e cansativa. se subi a montanha para chegar a ton kum, agora tive que a descer e por estrada cheia de curvinhas, musica local aos berros e a rapariga ao meu lado a vomitar constantemente para um saco plastico. eu, ja a prever o filme, tratei de engolir um primeram que tinha para estassituacoes na carteira. o rapaz, pica, divertido comigo, pediu-me emprestado o meu ipod, quis trocar comigo notaslocais (o dong) por dolares. so tinha 1 dolar trocado, trocamos e ele la pos na sua carteira o dolar, a vista de toda a gente, todo vaidoso.
mas custou a chegar ca. paisagem bonita, arrozais em socalcus, rio sempre ao lado e montanhas verdes com algumas pessoas a passar na estrada de chapeuzinho em bico, de bicla ou a pe. a paisagem habitual de ca. eu com sono, la fui espreitando tudo isso.
depois sempre cheguei, 5horas depois, mais uma vez atras de uma mota e com mochila as costas....hi, hi, ja vaisendo um habito (sao os taxia de ca!!)
por fim, instalada, e decidi-me por um luxo, ja que ferias a acabar, 17 euros!!! quarto enorme, duas camas e vista para o rio, varanda e frutinha no quarto....isto sim e vida boa.
ainda com tempo de dar uma voltinha na minha bicla (e oferta do hotel, assim como net e pequeno almoco! quanta simpatia!!!). la fui. mercadinho lindissimo, daqueles que eu gosto, de me meter por entre as ruinhas e me perder a ver tanta variedade de fruta, legumes, insensos, copinhos de cha, coisas de bambu....etc, etc. e bem giro o mercado. depois ainda as ruas, estreitas e antigas, com casas tipo chinesas antigas (ou vietnamitas, sei la), cheias de lojas muito apelativas, cafezinhos e restaurantes commuito bom gosto...bastava um destes ai no porto para ser um sucesso.
ainda tive tempo para comprar um candeeiro de papel de arroz e uma manta para por nacama(sim perdi a cabeca porque vou ter que carregar na mochila nas proximas viagens, ainda hanoi e bkk!, mas foi por boa causa, sao feitas atravez faire trade e o dinheiro vai para as criancas pobres (convenci-me disso).
depois ainda um por do sol fabuloso com mistura de uma chuvinha de fim de tarde e o arco iris a terminar em cima do rio, mesmo ao pe da varanda do meu hotel, onnde tinha regressado para comer as tais frutas e pousar as compras do dia antes de seguir para jantar.
nessa altura conheci um rapaz holandes que partilhou comigo a fruta, oferta minha enquanto fumava um cigarro, ele. e falamos dos sitios onde viajamos. simpatico.
e pronto. por hoje chega.
realmente ja comeco a nao ter saudades de casa,agora com data a vista...ainda tantos sitios a onde ir, comeca a ficar entranhado na pele esta sensacao boa de viajar...

nota importante: nos ultimos 3 dias tenho tido televisao no quarto. a BBC tem estado a dar imensas noticias sobre a birmania (meu pais de eleicao, como sabem). os generais e o governo tem torturado montes de monges (vao aos seminarios e apanham-nos e levam-nos para prisoes) depois de dois dias de manifestacoes na rua. tenho estado angustiada com as imagens que tenho visto, alguns morreram e nao sabemos quantos mais agora presos, serao torturados de certeza. as imagens sao-me tao familiares, montes de imagens sao da rua onde fica o meu hotel em rangoon e das ruas por onde andei ha menos de 10 meses atras. o povo e do mais passifico que conheco, mas estao fartos de tanta riqueza para os generais e tanta miseria para o povo. estou a torcer para que nao haja mais mortos e que o mundo inteiro resolva ajudar um dos povos mais simpaticos e genuinos que conheco. sobretudo a china, de quem a birmania depende sobretudo. a china sim, com embargos poderia obrigar os generais a recuar e terminar a ditadura. mas tenho pouca esperanca.
bem, vao dando noticias. ja consigo ler vossos comentarios, que eu por ca ando e ainda fico em hoi an mais 3 dias.

beijinhos a todos...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

ainda em Kon Tum

ainda em Kon Tum porque ontem durante a tarde encontrei um cafezinho muito simpatico, muito zen e o dono, um artista plastico na casa dos 50 anos fartou-se de conversar comigo, EM INGLES!!!. falamos sobretudo da historia do seu pais. nesta terra houve uma dá ultimas grandes batalha antes dos americanos ỉrem embora, em 1972, perdeu o pai nessa altura e alguns irmaos. foi bem simpatica a tarde, a beber um cha e depois um licor de arrroz e banana silvestre ao som de edit piaf. um verdadeiro highlight. convidou-me a ficar quẻ me ỉia mostrar ó povos das montanhas, `just for fun` como dizia.
fiquei e nao me arependi. de manha bem cedo la fui ter a sua casa de cha na minha bicla e dai fomos de mota ao longo de estradinhas de terra, enquanto me explicava alguns costumes dá gentes da montanha.
enquanto me levava a algumas aldeias tribais fazia sempre questao de parar um pouco e conversar com ós locais, enquanto eu, claro tirava algumás fotos, nao muitos porque me parecia demasiado entrar na sua privacidade. acabei por almocar numa dás casas: stiky rice, que e literalmente o que se diz, arroz pegasoso, más e bom, acompanhado de alguns legumes, molho de sọja com chili muito picante que nao consegui comer e foi isso. antes ainda tive tempo de parar junto da casa de um idoso, com máis de 80 anos que tocava xilofone sempre que havia festa ná aldeias, má agora estava a ficar demasiado velho para á dancas, dizia ele. tocou varias musicas para mim, ainda me tentou ensinar e falava muito bem frances, pena que eu nao. má foi girissimo. gostei mesmo do velhinho. a simpatia e alẻgia e tao genuina e comovedora...e sem estar a espera de nada en troca.
e passei por tantas coisas que họe estou cansada para contar. foi bom o dia, mas cansada de vẻ tanto. o vietnam ainda preserva algumá coisas do antigamente, más ja misturadas com o novo, ás roupas so rảramente sao ás tradicionais, e máis made in china, por isso nao e tao genuino como no laos, mas farto-me de vẻr mulheres com cestos de bambu ás costas tal como no laos. e giro.
gosto sobretudo dás pessoas. sao muito hospitaleiras, oferecem logo á súa cass. fartei-me de entrar, sobretudo ós máis humildes, e mesmo na cidade, enquanto ando na minha bicla e ós que param ao meu lado, no semaforo, cumprimentam, fazem perguntas, mandam ás criancinhas dizerem ola, sorriem. e isso e tao diferente do nosso lado do mundo onde ja ninguem sorri a um estranho....

beijinhos a todos. nós ultimos dóis días nao consigo lẻr ós vosso comentarios, nao sei bem porque, talvez seja defeito deste computador.
amanha ja em hoi an, cidade turistica, tento novamente. más continuem a escrever. sinto-me máis acompanhada....

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

vietnam - kon tum

ok, cheguei vietnam, mas nao estou convencida.
queria partir do laos porque ja cansada de nao ter ninguem ha minha volta que dissese uma palavra de ingles, nada, so gestos e desenhos. ja la iam alguns dias desde a ultima vez que falei algum ingles, por isso decidi partir mais cedo do que planeava para o vietnam, mas ja me arrependi.
primeiro vou contar algumas coisas sobre attapeu, terra do mais a este possivel do sul do laos e nada turistica, mas ficava no meu caminho e descreviam como vila pacata e com algumas tribus que poderia visitar.
depois de viagem atrubulada la cheguei, era de facto uma vilazinha pacata e simpatica. o problema e que ninguem dizia nada de nada em ingles e comecei a achar que ja era demais, que assim nao ia conseguir ir a lada nenhum muito menos visitar tribus vizinhas. quando cheguei paragem autocarro vi-me a rasca para fazer entender que queria um tuk tuk para o hotel. ninguem entendia e ninguem me levava. apareceu um rapaz com ar de rico, de jeep moderno e eu dirigime a ele, mostrei no mapa a\o hotel para onde ia e ele ofereceu boleia no seu carro. nao cobrou nada e foi muito simatico. literalmente salvou-me. decidi pelo caminho que sendo assim ia para o hotel mais caro, a ver se alguem percebia alguma coisa de ingles. la fiu, era realmente luxuoso, um grande palacete transformado em hotel, em bom estado e por 12 dolares, nao exitei. contudo continuei a nao encontrar quem falasse nada de ingles. instalei-me, fui dar uma volta e procurar sitio para jantar. comi bife para me restabelecer e dei mais umas voltinhas agora ja de noite, noite de lua cheia por ca.
decidi que no dia seguinte ia procurar outras paragens, sitois mais turisticos e com possibilidade de me fazer entender.
outro problema seria como me explicar que queria saber a hora e local de partida de autocarros para o voetnam, kon tum mais precisamente.
o rapaz do hotel, muito solicito telefonou a um amigo que falava ingles e por telemovel la me expliquei o que queria. fiquei a saber que havia um no dia seguinte as 8h. combinei que o rapaz do hotel me levaria la na sua moto. agradeci.
dormi bastante bem, o hotel era mesmo simpatico, comvaranda para um jardim e HBO na tv (para quem nao sabe e um canal que passa boas series e filmes em ingles). poreiro.

hoje acordei cedo e la fui na mota do rapaz, de mochila as costas e a rir-me. pelo caminho vi uma cerimonia no templo budista da vila cheio de pessoas com insensos e velas e tive pena de nao ficar mais um pouco nesta terra.
fui descarreguada num cafezito perto de um autocarro. disse-me para esperar ali que o autocarro partia por volta das oito-nove.
e assim foi. la fui eu, eu e mais umas dez pessoas. estranhei que fosse tao vazio, nao e nada costume, mas la fomos. ao meu lado ia um local que ao ver-me escrever me perguntou se era espanhol. estranhei que reconhecesse palavras. disse num ingles macaronico que tinha estado na polonia e se eu conhecia varsovia. disse-lhe que sim, e tb cracovia. ficou contente e disse-me um ola em portugues. mundo pequeno este, afinal...

viagem por montanhas e floresta densa, estrada nova rasgada pelas montanhas fora. eram 113 km, demoramos 3h. nao havia aldeias nem nada de gentes por aquele caminho, so tigres e outros animais como li no guia.
a passagem na fronteira, surreal. nada de complicada, no meio do nada, primeiro a do laos, num barraco de madeira e depois a do vietnam, numa entrada sumptuosa e onde tive que tirar a mochila e passala por aqueles aparelhos de rx genero aeroporto, mas quase so eu. nem revistaram o autocarro....nao percebi mas tb nao me criaram problemas.
foi nessa altura que entendi que o autocarro ia ate hanoi e comecei a pensar que teria que ficar pelo caminho e nao em kon tum como pensava, dado nao ser a mesma estrada. comecei a ter algum receio porque ninguem entendia nada de nada e muito menos o motorista ou o pica. ainda hesitei e estive para me deixar ir e sair so em hoi an, proximo destino e ai sim cheio de turistas, mas achei que estava a ser cobardolas, por isso quando pararam a dizer kon tum,kon tum, la sai. eu e mais duas senhoras.
agarrei-me a uma e perguntei-lhe se tb ia mm sitio, percebi que sim. ficamos na berma de uma estrada junto a um tasco e o autocaro la foi.
desta vez confesso que comecei a ficar com algum medo. a sensacao de estar desterada.....
a senhora tratou logo de me obrigar a sentar num banquinho e mandou-me escolher comida la dentro na cozinha, la fui.
escolhi arroz e omolete, porque gosto pouco de coisas que nao sei o que sao.
a mulher do restarante la fez a comidinha e trouxe para alem do que tinha pedido, uns molhos e salada com rebentos de soja e cha. comidinha nada ma, dadas as circunstancias e como estava cheia de curiosidade sentou-se ao meu lado a ver-me comer. a outra senhora pagou-me refeicao e depois chegou uma minivan que nos levou ate kon tum.
la fui.
o vietnam e muito diferente do laos, para pior. ha mais dinheiro e por isso em vez das casihas de madeira e paredes de bambu em cima de esracas, dos bufalos e porquinhos a solta, ha casas de gosto duvidoso e muito cimento para o meu gosto ao longo da estrada. um pouco como portugal...( a versao pobre). comecei a ter saudades do pais que acabo de deixar.
ainda tenho 7 dias para gastar por ca, mas parece-me que seriam melhor gastos no laos. enfim.
cheguei. terrinha ao e grande coisa. pensei que fosse junto a um rio, pequenina e tribal. nada disso. e comparavel a uma nossa cidadezita de suburbio, mas em vez de carros ha motas e biclas.
la fui atraz numa mota ate meu hotel, desta vez o mais barato. aceitavel mas nada comparavel ao de ontem. pedi uma bicla e vou andar por ai a tentar descobrir aquiloque descrevem no guia como terra de gente simpatica e nada habituada a turistas.....
comecou por chuviscar mas ja passou. por ser nas montanhas masi fresco.
enfim, acho que amanha vou mesmo rumar para hoi an .... verei.
tenho alguma urgencia em encontrar qq sitio onde possa falar e me fazer entender.
mas tenho superado bastante a ideia que tinha de mim... ate que me faco entender bastante bem e tenho arranjado umas borlas/boleias. por ser rapariga? por viagar sozinha? por ser da hospitalidade destas bandas? talves a mistura das tres coisas.

enfim, vou por ai a ver se descubro um cantinho simpatico antes que acabe o dia.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

dia10. dia de viagem ate attapeu

pois e, hoje foi dia de viagem.
acordei as 07h e depois de pequeno almoco la fui eu mais uma vez de mota ate cruzamento de estradas principais. e la fui largada, literalmente na berma da estrada a espera de autocarro ou tuk tuk paratha theing onde deveria esperar pelo autocarro ate attapeu. parece facil e rapido mas nao e !!!
esperei na berma da estrada ate as 9h. eu e mais ninguei e ja pensava que nao iria a lado nenhum, la chegou uma tuk tuk. la fui por um caminho de estrada batida ate tha theing, 2h. la vi-me a rasca para que alguem percebesse para onde queria ir. ninguem falava uma palavra de ingles. la encontrei um rapaz vietnamita que me disse que vinha um para attapeu as 11h. eu toda contente la esperei. nada, nada e nada. passavam varios e nenhum para a terra onde eu ia.
entretanto vou sendo o centro de atencoes de algumas mulheres e criancas, especialmente quando escrevo qq coisa no meu caderninho. ha uma que se mete comigo e me oferece a provar fatias de banana frita que estava a vender. provo e compro varias fatias e mais uns bolinhos nao sei de que, mas muito bons.
e la fiquei. esperei, esperei, comecou a chover e trovejar e eu la no cu de judas na berma de uma estrada sozinha. la veio o autocarro ha 1h da tarde. todo podre e cheio de gente.....
pela primeira vez tive que me sentar num banquinho de plastico no corredor (primeira experiencia, apesar de ja ter viajado muito na asia, sempre conseguia um lugar sentado), mas melhor que ficar naquela terreola!!
o autocarro indescritivel, mesmo para quem ja conhece o que significa autocarro por estes lados. mal entrei junto ao motor era mua fumarada que nao se via nada.fiquei logo a pensar que nao iria chegar ao destino. enganei-me, cheguei e a horas.
pelo caminho tivemos que parar varias vezes, algumas delas para arrefecer o motor e meter agua. de cada vez que isso acontecia era uma fumarada dentro do autocarro que so me dava vontade de rir. nao sei como aguentam os motores de ca....depois mais uma paragem e esta inesquecivel. ja bem no meio da floresta, nas montanhas, o autocarro parou e comecou a buzinar. todos levantaram-se e era a maior cobra que algumas vez vi (e espero nunca mais ver) atravessada na estrada e era do tamanho da largura da estrada, portanto de alguns metros.
mesmo os locais estavam admirados. o autocarro buzinou e ela la foi meter-se num arbusto perto.... ja nao e a primeira que vejo (uma grande no inle lake na birmania e outra mais pequena em champasak perto do meu hotel, que me assustou bastante porque so a vi ja estava quase a atropela-la com a bicla)... enfim bichos de ca.
dizem que nesta zona, em attapeu ainda ha imensos tigres nas florestas. acredito porque pelas paisagensque vi ao longo do percurso, ainda ha muita floresta virgem pelas montanhas..

por hoje chega de viagem. amanha devo partir para o vietnam, atravesso a fronteira em Lo Y e paro em Kon Tom, uma aldeiazinha nas montanhas com um lago e onde as casas estao la no meio. acho que vou gostar. entretanto ja um bocadito farta disto do remoto e por isso nao fico por ca mais tempo. vou a caminho de Hoi An no vietnam, mais animada e mais turistica e depois de la chegar verei se ainda da para uma praita ou nao. e de la compro bilhete aviao para hanoi e de volta a BKK.
pois e, a meio mas ja com o fim a vista.
agora vou procurar qq coisa que se coma e descansar ate amanha, que me aguarda outra grande viagem. acho muito provavel que em Kon Tum nao haja net. por isso se nao der noticias e porque nao tem.
beijinhos a todos... comeco a ficar com saudades.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

ainda em tat lo e pequena incursao a salavan

ainda em tat lo, mas hoje tive que ir a vila mais proxima trocar dinhoeiro que isto ca nao tem nada de nada.
tive quefazer caminhada ate estrada principal a alguns kilometros da aldeia e esperar pelo autocarro ate salavan. pelo caminho encontrei um velhinho qu sabia algum ingles e qu tb ia para o mesmo sitio que eu, por isso ficamos companheiros. ele ia contando a todos por quem passava que ia comigo e por isso todo contente e era risada geral das pessoas da aldeia a medida que iamos passando. achei-lhe um piadao. ia todo bem vestidinho e com uma malinha pequena, ia fazer negocios importantes a salavan! na paragem do autocarro todos estranharam-me porque unica ocidental por aquelas paragens. la apanhei o autocarro e rapidamene cheguie onde queria. troquei dinheiro no banco e fui espreitar o mercado onde diziam que vinham as pessoas das tribus mais proximas, vender o que tem e fazer algum dinheiro para comprar utensilios e coisas para a casa. encontrei algumas pessoas bem giras, a vender tabaco ou cha que eu nao chegeui a enterder o que era e por isso nao comprei, tecidofeitos a mao, bicharada varia (aqui acham m petisco momer ras ou sapos e vendem-nos ainda vivoa atados por um fio a um pe - incomoda um pouco de ver, coitados dos bichos!), os peixes apanham-nos e vendem-nos ainda vivos dentro de cestos e plasticos com agua, pelo menos sao bem frescos e outros animais tipo esquilos, raposas e outros que nao sei o nome, que apanham na floresta. no mercado ninguem falava nada de ingles, mas ainda deu para tirar algumas fotos e brincar com algumas mulheres mais desinibidas em vir ter comigo. depois voltei, apanhei um tuk tuk (carrinha caixa aberta) que e o tranaporte que eu mais gosto de usar por dar para ver a paisagem e dizer adeus aos varios tractores cheios de pessoas neles que me veem e me dizem adeus efusivamente.
agora de regresso, ainda com tempo para mais umas caminhadas pelas aldeias proximas e alguma leitura.
acabei de ler o vargas llosa e acheio-o mesmo bom (obrigada vasquissimo, sempre a dar-me bons livros para ler!)
amanha parto para attapeu, terra longinqua e muito afastada de tudo. ate la chegar vou ter que apanhar dois autocarros, um ate tha theing e outro ate sekong e finalmente chego la. devo demorar 6 h de viagem, mas com os intervalos entre o entra num e sai noutro, demorarei mais. la sera a ultmima terra antes de entrar no vietnam.
vou dando noticias.
muito fixe ter a minha familia literalmente toda a participar, ate minha avozinha ja e uma blogger! hi, hi!
bom saber noticias das novas mamas e suas crias. vou tentar descobrir prendinhas para todas elas (as criancas e claro!), mas tem sido dificil. aqui nao ha lojas, ponto! mas tenho perspectivas disso no vietnam.
beijinhos.

domingo, 23 de setembro de 2007

8 dia, tat lo
terrinha e mesmo no fim do mundo mas bem agradavel de se ficar. tem um rio com varias quedas de agua, onde toda a gente vai a banhos no final do dia. e de resto e so ver o dia-a-dia rolar. o tempo ca corre muito devagar. mas assim e que eu gosto.
de manha apos queno almoco sai com um guia durante algumas horas atravez de caminhos e estradas e pelo caminho pude ver como e a vida por ca. ha varias tribus diferentes, umas que dispoe as casas em circulo e no meio um templo onde sacrificam um bufalo uma vez por ano a agradecer a boa sorte, as mulheres mais velhas fumam charutos e algumas nem sei se e opio porque em vez dos charutos e por cachimbos pequenos, mas isto so e coisa para os velhinhos ca da terra. outra onde todos tem um caixao de madeira feito pelo proprio para quando morrer e que tomam conta e que se nao tiverem da ma sorte. nessa aldeia comprei um tecido bem fixe. em todas cultivam arroz, amendoim e cafe. cacam animais na floresta e tem por todo o lado a solta porquinhos, cabritinhos, galinhas, patos etc, mas vivem todos em comunidade e sem zangas. ate ao para dentro de casa se alguem se distrai.
e pronto e basicamente isso, mas e-me muito dificil descrever como e estar ca, calmantente e perfeitamente integrada neste ambiente. as pesoas sao muito simpaticas, timidas mas curiosas. e ao final do dia fui dar uma caminhada ao longo do caminho e e tao engracado ver as rotinas do fim do dia, cheios de actividades do regresso a casa de mais um dia, acender a fogueira, prerparar o jantar, tomar banho todos juntos no rio, carregar o trabalho de um dia em cestos a caminho de casa....etc. so vindo ca e que da para entender do que falo. nem nas fotos consigo reter o ambiente....(estou a tentar meter alguma inveja a quem isto interesse!!!!)
agora vou jantar. tenho um gupinho de viajantes solitarios muito engracado, que so dura o dia de hoje: um italiano que viaja de bicla, um frances que acampa no meio do nada e que viaja de mota que vai alugando e que ja esteve no quirguistao, uma inglesa que ja viaja ha mais de 6 meses e que agora vai a caminho da birmania, uma romena surda e uma eslovena que esta a regressar a casa dentro de 4 dias. e eu! da para ter conversas engracadas

beijinhos e e bom saber que me tem acompanhado.

sábado, 22 de setembro de 2007

este bocadinho e para o meu papa: nao me esqueci mas deixei de ter net e rede no tlm depois de ter escrito. queria telefonar ao almoco dai, ja noite ca, mas nunca mais consegui. hoje tb nao. sem rede e net muito, muito lenta. enfim estou agora, enfim no cu de judas.
cheguei a tat lo, terrina pequena no meio de um planalto onde ha reservas de floresta natural ainda com tigres e outros bichos e aldeias remotas. cultivam ca cafe do melhor.
viajem ate ca correu bem. conheci uma eslovena simpatica e ja ca um italiano doido que fez parte do cambodia de bicla, uma inglesa meio italiana e uma romena surda mas que usa aparelho. parecem-me fixes.

amanha devo ir fazer treking por algumas horas, tb posso ir de elefante, mas ainda nao sei. o sitio e feb fixe, com queda de agua e local para banhos mesmo em cima do hotel.

enfim, amanha de puder dou mais noticias, mas ca e mais dificil por ser cara e lenta..melhor dizer ate breve, quando puder dou noticias.
beijinhos a todos e um grande ao peu papa.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

6 dia. ainda champasek com ida a dan daeng

ola a todos.
ontem depois de visita a net, quando reparei ja era noite cerrada, de tao entretida que estava.
restava-me ainda lagum caminho ate ao hotel, as escuras, claro, mas nao a unica. desviavamo-nos uns dos outros a rir. ainda me cruzei com dois ou tres ocidentais que nao tinha visto antes, e pronto cheguei hotel, que ficava na outra ponta da aldeia.
banhito bom e depois jantar ainda melhor. pedi bife com batata, porque nao estava para experimentar coisas vegetarianas que o dia tinha sido de grande gasto e frutinha como sobremesa, ananaz, papaia, manga e meoa que ca nao e luxo nenhum.
noite fresca e muito agradavel depois de dia ao sol. fiquei-me pelas leituras ate tarde, esticada na rede em frente ao meu quarto, e ainda deu para me cruzar com sapinho que passou bem em frente aos meus pes, mas que nao me ligou nenhuma.

acordei cedo, porque ca o melhor e sempre o nascer e o por do sol. com sol a entrar pela janela, a iluminar o mekong e com montanhas por traz. la fui eu ao pequeno almoco ainda sem decidir o que fazer. encontrei 2 ocidentais que estavam de partida e maios dois ja conhecidos que tb iam embora. decidi ficar, porque nao gosto de pressas e nao sou do genero de turista que faz o visto nos sitios que vem no guia como quem ja viu tudo o que tinha para ver!
fiquei a conversa com o dono do restaurante e decidi embarcar ate ilha em frente, dan daeng, mas que pernoitava ca, dado estadia estar a ser tao confortavel e bonita. e la fui, barquito bem pequeno e ainda levou a minha bicla, miuito pouco equilibrada a fazer-me pensar que me ia fazer virar o barco, literalmente. mas nao. la fomos.

atraquei numa prainha, que o senhor do barco disse dar para tomar banho e fazer praia mais na altura seca e nao agora que o rio ainda vai grande.
pegeui na bicla e la fui. o caminho parecia facil, mais uma vez so havia um caminho a volta da ilha, pedestre porque ca nao ha carros, apenas algumas motas e muitas biclas. a ilha, muito gira, casas bonitas de madeira escura sobre estacas, com varandinhas e jardim em frente cuidado, as vezes ate com relvinha cortada, e pessoas muito simpaticas que me acenavam e diziam sabai idii sempre que passava, miudos e graudos! depois, as borboletas, ja na primeira vinda ca tinha reparado na quantidade enorme de borboletas, de todas as cores e tamanhos. o laos e definitivamente o pais das borboletas, confirmei nesta segunda visita!
algum tempo depois sente-me a fresca junto ao mekong e perto de uma casa de monges, tranquilo o sitio. veio ter comigo uma gatinha pequenina que so queria festinhas e que saltou logo para o meu colo. ficamos nisso um bom bocado. fez-me ter saudades das minhas pequeninas, em casa.
depois de tentar encontrar o caminoh para a outra margem, sem sucesso, mesmos com muitas tentativas, andava pelos arrozais e acabava por ir ter a caminho sem saida, voltei e pelo caminho parei para beber uma fanta, fresca que o sol ja apertava apesar das sombras no caminho. veio com gelo, mas eu, que se lixe, estava mesmo a precisar e com isso duas velhinhas muito curiosas comigo por me verem escrever num caderninho letras indecifraveis para elas. levaram com algumas fotos tiradas por mim e que lhes mostrei e ficaram todas contentes. acho que nunca deviam ter visto ocidentais!
depois farta do calor e o rabo tb se queixava da bicla, voltei a prainha inicial para me refrescar e descansar ate ao regresso.

la estavam mais duas senhoras sentadas num tronco de arvore a espera de barco. eu fui a banhos, vestida, mas molhei-me toda que agua estava optima. elas curiosas perguntaram-me para onde ia. ia para o mesmo sitio que elas. ofereceram-me o banco improvisado para sentar e la fiquei com ambas a olhar para mim e trocar impressoes. eu tb olhava. tinhas as unhas dos pes pintadas de azul turqueza muito bonito e ficava-lhes mesmo bem. tb sao vaidosas as mulheres de ca. e elas intrigadas novamente com o que escrevia, e depois umas criancinhas tentaram aprender comigo um pouco de ingles, how are you, whats your name, e eu la respondia.

e pronto, 3 da tarde la veio o meu barco buscar-me desta vez versao improvisada de catamaran com dois barquitos amarrados e com duas tabuas por cima para levar a bicla e eu. simpatinoh o dono do barco e viagem boa ate hotel e banho novamente que ainda faz calor e pronto.

ainda e cedo, vou por ai mais uma vez.
amanha parto para o norte mais proximo de vietnam, chama-se tat lo e fica perto de uma reserva natural com quedas de agua, plantacoes de cafe e algumas tribos- etnias minoritarias....a ver se gosto de ares mais frescos e mais tribais.

beijinhos

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

champasak

hoje viagem ate champasak, uma aldeia na margem do mekong que tem tempo do tempo e muito semelhantes a ankor vat no cambodia. a viagem comecou cedo, de barco. era suposto comecar as 8h, mas so partiu as 9h. nada de anormal. ate la na conversa com 2 locais de 50 anos, que tinhs muita curiosidade em saber de onde vinha e para onde ia. e que tinham muito orgulho em saberem frances, mas que comigo tinham que falar mais ingles (falamos os tres uma mistura das duas e entendemo-nos), queriam saber onde era o porto, e eu a inventar....fica a 1000km de paris e eles ui, tao longe!!! pois deve ser. deu para rir um bom bocado.
depois o barco, viagem muito bonita no mekong, com vista para as aldeias que ficavam na margem e da vida que por la corre, e das montanhas enormes e com floresta densa e salpicada de quedas de agua que faziam um quaddro bem bonito.
demorou 2h ate chegar a champasak mas nem dei por isso.
instalei-me num hotelzinho simpatico com varanda sobre o mekong e uma rede e uma espreguicadeira que usei mal cheguei. podia ter ficado nos quartos mais baratos a 4 dolares, mas cometi a extravagancia de escolher o de 15 dolares. uma loucuraa que me dei o luxo, hi, hi,!
o dono aconselhou-me a esperar pelas duas da tarde para partir em direcao aos templos, muito calor dizia ele e eu concordei. fiquei logo ali a dormir a sesta debaixo de uma arvore...nada mau.
parti entao as 2h, de bicla rumo a vat phou (templo). a bicla toda lixada, achei que ia ficar pelo caminho. saltou a corrente 2 vezes na ida e tres no regresso, mas a mim so me dava vontade de rir de cada vez que tinha que parar, da primera ainda pensei qe estava arrumada, mas nao era facil o concerto, tirando as maos sujas. e la fui. o caminho era facil, sempre em frente que so ha uma estrada disse o senhor.

o caminho muito agradavel. 10km de estrada com casas nas margens e arrozais nos intervalos das aldeias. o costume, digo eu que ja ca ando ha algum tempo. mas e disto que gosto, da paisagem, do tempo passar devagar, da simpatia das pessoas que me cumprimentam quando passo, da alegria das criancas que acenam e vem a correr so para dizer ola, e da ausencia de carros, da presnca de algumas motas e muito mais bicicletas.

o templo ja disse, do tempo de ankor, mas para quem foi a ankor nao pode ficar deslumbrado, e a versao pequena, embora semelhante. vale a paisagem e a subida para ver a planicie la de cima e o ar fresco depois da suadela ate la.

e depois ouve o regresso, a melhor altura para andar na rua. ja fim de tarde, as pessoas regressam dos campos, do trabalho, a temperatura freca e aquela cor optima do final da tarde para as melhores fotos, como diz o carlos. pois, tirei algumas mas perdi a maior parte por falta de geito e por preguica de interromper o momento. fica na memoria.....

e bom, por hoje termino que o senhor da net tem que fechar a loja. unica no sitio. agora banhito fresco e jantar, que ja mereco.
amanha devo partir para uma ilha, e pernoitar por la na aldeia e nao me parece que tenha net.
beijinhos a todos, tenho-me divertido com comentarios e parece mesmo que estou perto...mas tao longe da vidinha dai!!!
hi, hi!

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

primeiras aventuras nas planicies do laos

4 dia
acordei, escrevi qq coisa e rumei ao mercado principal da cidade. comecei por ir a pe, mas percebi logo que seria um bocado longe, quando um taxi-bicicleta parou e me perguntou onde ia. riu-se quando lhe disse o meu destino. deu-me boleia e la fomos, pelo caminho ainda parou para levar mais um, que me perguntou de onde era. oh, portugee....... vi logo que nao fazia a minima ideia onde fica portugal. mas e habitual, alem de que em portugal a maioria nao faz a minima ideia onde fica o laos, certo?

o mercado era igual a tantos outros mercados nas terras do oriente. mulheres sentadas no chao com os seus produtos horticulas variados, de chapeu de bambu na cabeca e com ar muito atarefado a pesar as mercadorias com uma balancinha arcaica e manual. os tipicos bichos para se comer (desta vez havia muitas ras e lagartixas) e toda a parafernalia de utencilios para casa. nada de mais, portanto.

depois achei melhor partir para ban saphai e don kho. o tuk tuk que me ia levar la nao tinha ninguem que falasse uma palavra de ingles, quase tudo mulheres que tinham, vindo a cidade fazer compras. as mais velhas, mais desinibidas, sobretudo uma, meteu conversa comigo, com um ar intrigado, mas claro falava tudo em lingual local, convencidissima que eu estava a enterder tudo. eu, como de costume, sorrio e aceno que sim com a cabeca. la nos entendemos e apos alguns dialogos de surdos entendemos que imos para a mesma aldeia, e logo ali fiquei com uma companheira.
a viagem bonita, claro. algumas motas e biclas na estrada e nos, na tuk tuk, e campos de arroz verdinhos e alagados e algumas casas dispesas de madeira, sobre estacas.
quando cheguei a ban saphai tinha que apanhar um barco, facil. la estavam varios a espera do autocarro eeu la fui, junto com a minha companheira e amiga.

a ilha de don kho e pequinissima, tem um trilho pedestre ao longo da margem, que circunscreve a ilha, casas ao longo da margem entre o trilho e os arrozais, que ficam no centro da ilha. cada casa tem pelo menos uma mulher a tecer nos teares antigos, manuais, outras tingem as linhas de ceda com as cores que depois dao os padroes coloridos e sempre que passo dizem sabai-idii (ola) e perguntam-me se quero entrar em casa, para me mostrarem os trablahos no tear. alguns sao bem bonitos. compro logo de rajada dois, 6 dolares, para a minha mae, a ver se gosta. depois continuo e paro no largo, onde estavam os miudos todos na escola. fico la sentada um bom bocado a fresca e a apreciar um pescador a cozer a linha de pesca. depois continuio. descubro que na ilha ha apenas 2 pessoas que arranham algum ingles. fico a conversa com um deles enquanto bebo uma coca-cola fresca. pergunta-me de onde sou, porque vim ate aqui, quano custa um aviao ate aqui....e eu, muito dinheiro, incalculavel para esta gente. diz-me que antigamente era uma ilha muito importante, de reis antes dos franceses. eu duvido.... depois diz que e solteiro e tem 34 anos, e pergunta obvia se tb sou solteira. hi, hi!!! e termina a dizer que hoje fui a unica turista na ilha. tb acredito, nao vi mais ninguem e nao era dificil de reparar!!!!!!!

antes de acabar a volta a ilha ainda me reuno com meia duzia de mulheres que e vieram mostrar os seus melhores tecidos e me ajudaram a escolher um. perguntaram-me por gestos de onde era a minha saia (BKK), examinaram como era o modelo, o tipo de tecido. a mochila que trazia (bkk) e repararam quais os tecidos que eu mais gostava e faziam comentarios entre elas. foi bastante divertido. entendemo-nos todas, mesmo sem falar. coisas de mulheres.....

voltei no mm barco para ban saphai, que estava a minha espera e quando cheguei perguntei como poderia ir de volta para pakse. nem tive tempo de olhar em volta. o sr do barco pos-me logo um homem numa mota, a dizer que ia para pakse. disse logo que sim e saltei para cima da mota. ia ser o transporte mais alternativo ate agora. e la fui de boleia. estrada fora. sempre que passava por alguem, riam-se e eu toda contente. cabelo ao vento, literalmente on the road e a pala.
so de pensar que poderia fazer o sul do laos todo assim, de mota. as estradas soa boas, sem transito, com sinalizacao aceitavel e uma paisagem deslumbrante. porque e que nunca aprendi a andar de mota. morro de arrependimento!!! eu ate tenho a carta, mas andar nao sei e nao me parece ser um bom sitio para comecar a aprender.
promessa: proxima vez que ca voltar, trago alguemn que saiba!!!!! e vou voltar, estou certa.

amanha ainda nao decidi o que fazer, ou parto para tat lo ( ver aldeias remotas) ou champasak ver templos semelhantes a ankor. aceito propostas.

beijinhos.

viagem ate pakse

ontem nao consegui escrever, por isso ca vai o relato de ontem...
14:00h no aeroporto, enquanto espero pelo voo encontro um guia so sobre o mekong acabadinho de sair, 1 edicao. fala do laos, cambodja, vietnam e a provincia de yunam na china. penso na proxima viagem, que tem que ser mais longa e ira incluir o vietnam e yunam....ainda faltam tantos sitios a ir e isto so agora comecou!!!!
no aviao apenas vao comigo mais dois ocidentais e com pouco ar de turistas, de resto so locais. penso que se calhar vao de comboio ou entao vou mesmo para o fim do mundo........
a chegada a vista e fantastica, so campos de arroz alguns alagados e outrs todos verdinhos e muita, muita floresta virgem e algumas raras casas agomeradas. ve-se uma estrada asfaltada onde so andam motas e bicicletas e claro, o mekong grande, tortuoso e de aguas castanhas das lamas que arrasta. promete a terrinha!!!

agora pakse, quando chego ja e quase noite e por isso fico num dos hoteis mais centrais e muito, muito luxuoso, com janela virada para o mekong, num 5 andar e um quartinho muito limpinho e arranjadinho, 12 euros e com pequeno almoco. ate ca chegar , hora de ponta com inumeras pessoas de mota paradas no unico semaforo (nao havia 2 ou tres, eu e que so parei num!), de resto pacata e com gente simpatica.
jantar num restaurante com esplanada, para aproveitar a noite fresca, um peixinho do mekong com limao e arroz. o rapaz diz que demora 20 min e eu digo que sim, que tenho tempo....
quase nao vejo turistas, 2 no aviao, um no hotel e um casal quando me estou a ir embora do restaurante.
antes de regressar ao hotel, parei num cafezito para beber um cha ( 20 centimos) e ler um pouco.
ai veio a chuva, ja habitual a esta hora, mas que refesca e sabe bem ouvir. que noite tao agradavel!

hoje dia 4, acordei cedo, pequeno almoco e planos para hoje:
-ir mercado da cidade, dizem que e dos maiores, cheios de cafe (fava, segundo o guia dos melhores!), produtos frescos e coisas locais. gosto sempre de espretiar os mercadinhos, ca ha 3. o da manha, o da tarde e o novo mercado.
depois apanho tuk tuk para aldeia proxima daqui, onde se quiser posso passar la a noite numa casa de familia. vou aprender a tecer ceda e pescar no rio. pelo menos vou ver como se faz. parece-me divertido. levo desta vez a maquina fotografica.

ate logo.
tenho gostado de ler os vossos comentarios....mandem mais noticias, assim nao parece estar tao longe dai.
e verdade, hoje estaria de urgencia! hi, hi!!!!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

dia 3 - partida para pakse, laos

ontem apos jantar e bom filmezito, ainda me estiquei em baloico no terraco do hotel, a apanhar o ar fresco da noite, sem chuva e a ser ferrada por mosquitos....gracas a deus em BKK nao ha doencas transmissiveis por mosquitos, por isso relaxem.

a manha comecou cedo, com a ansiedade de partida, acordei as 9, novamente pequeno almoco bom, mais uma vez um sumito de manga deliciosos e pao e cha chines para acordar. a manha esta mais fresca e por isso deixe-me ficar a ler qualquer coisa sobre o laos.

oarto ao meio dia para o laos, mas primeiro vou buscar o passaporte com o visto do vietnam e antes ainda decido comprar um saco cama finissimo, ou seja, um lencol cosido e dobrado a meio. acho que vai dar jeito no calor do laos. mas vendedora avisou....nao proteje dos mosquitos que eles ferram por cima da roupa!! acredito.
mais uma voltinha na kao san e ca estou eu, hora de preparar e despedir de BKK ate ao regresso.

comeca aqui a verdadeira aventura. do quel li e ja planeei vou comecar em pakse, onde ateero, depois sigo para ula aldeola perto chamada BAN SAPHAI, conhecida por ser onde as mulheres tecem seda e onde posso aprender a tecer (a ver....) e onde posso ficar a dormir no que eles chama homestay vilage, ou seja dormir na casa de uma familia da aldeia. parece-me bem. so pra terminar essa aldeia e uma pequena ilha onde moram 300 pessoas, nao ha carros e so ha pouco chegou a electricidade. hi, hi, parece-me muito bem.....

beijinhos, quando chegar laos (pakse) volto a contar coisas, ja que me parece ser o unico sitio onde provavelmente terei internet disponivel.

ate la.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

dia 2 - ainda em bkk

dia 2: acordei a 1:30 da manha com um diluvio.....chovia e trovejava como ja ha muito nao ouvia. so voltei a adormecer por volta das 3h, tb por nao ter muito sono (o fuso!), mas acabei por so acordar ao meio-dia de ca bem retemperada.
mas antes disso fica a
licao n. 1: numca fechar a porta da casa de banho sem confirmar primenro se esta trancada ou se ha chave! eu fechei e a porta estava trancada, por isso ficaria a noite toda sem wc!!! (isto de fechar a porta tem a ver com o medo dos animais rasterjantes que aparecem durante o sono, normalmente de orificios do wc - experiencias antigas!!-). conclusao - figurinha triste na recepcao do hotel a perguntar se nao tinham uma chave extra da casa de banho.
resposta
licao n.2: basta pegar numa moeda pequena, meter na fechadura e rodar!
e assim fiz, e abriu! e eu a pensar: ainda bem que a da porta de fora e igual!!!

bem depois de acordada, reparei que estava a morrer de fome.
antes disso banhito e a correr a agencia reconfirmar bilhete aviao para pakse - laos.
sempre vou amanha para o laos (se nao la ia o nome do blog!!!), parto ao meio dia, ja com passaporte e visto para o vietnam, que tem que ser tirado com antecedencia.

pequeno almoco: nao e igual ao pequeno almoco de todos os dias.... aqui e farto e muito bom, no sitio do costume desde sempre. 2 tostas enormes de pao escuro fresco, uma tigela de iogurte natural caseiro, com banana as rodelas misturada, sumo fresco de laranja e chazito para terminar....120b ou seja 2 euros e pouco. fiquei a barrotar.

depois disso vaguear pelas ruas, que e o que melhor sei fazer.... cruzamo-nos com todo o tipo de viajantes, os normais, os anormais (no mau sentido - os turistas!) , os freaks e os restantes que nem sei bem em que grupo os inserir. as ruas de banglaphu estao cheias e cheias de coisas para turista comprar. roupas divertidas e frescas (ja comprei duas saias e fiz promessa para nao comprar mais), souvenires para quando voltar e me tiver esquecido de comprar, material pirata de ipod e acessorios (estive para comprar coluninhas, mas ja tenho!), cds e dvds, mochilas ,sacos, sei la, tanta coisa, tudo mesmo tudo se pode comprar. ,as eu nao vim ca para isso ( pelo menos para ja)

agora novamente chuva (vem sempre ao anoitecer) e espero por isso um pouco ate abrandar para me dirigir ao restaurante aqui ao lado e comer qq coisa de substancia (ja que hoje foi so suminhos e fruta na rua) enquanto assisto a filme que comeca agora (e um com aquela do friends e ex do brad pitt - puro entretenimento!).

beijinhos e vao dando noticias vossas.
nota: aqui como todas as letras sao esquisitas, nem sei bem como consigo escrever ou enviar a mensagem! e por tentativa, ja que a rapariga da loja tb nao me ajudou nada, quando lhe pedi para traduzir ( tipo aqui diz send

domingo, 16 de setembro de 2007

a chegada

cheguei:
e cheguei muito bem.
bangkok (bkk) faz-me sempre muito bem.
e o ar, o calor humido e a sensacao de estar no fim do mundo onde nao conheco ninguem e ninguem me conhece mas que ao mesmo tempo e tao familiar, as ruas, os predios, a mistura do ultramodermo com o antigo, a chegada a banglaphu e todas as ruas cheias de energia, misturas de locais e turistas de todo o mundo, que chegam e partem para tantos destinos diferentes, tantas historias diferentes, e as saudades de um bom pat tai comprado na rua, do sumo de tangerina que so ca ha, bem fresquinho, a panqueca de banana com leite condensado por cima e que compro desde a primeira vinda ca ( e ja vao 4) e todas as voltas e partidas de bkk, sempre na mesma mulher, numa esquina perpendicular a kao san, na rua de tras.
e o melhor local de todas as compras e acessorios indispensaveis a quem viaja por estas paragens. Nem sei porque trago roupa de la..... ja comprei algumas coisitas e amanha prometo, com a luz do dia comprar mais algumas.
Entao hoje foi assim: cheguei, banhito para me recompor da viajem grande, e rua.
fui logo matar a fome e as saudades, depois achei que merecia e meti-me numa dessas lojas de massagens e so sai de la 1h e meia depois, muito mais leve (de espirito, corpo e carteira (nem muito)). experimentei a massagem herbal, seja la o que isso e, mas e muito boa....poe todos os musculos doridos no sitio.
e agora, ja comida, ja massajada e pela hora adiantada, vou so dar uma voltinha (esperem - comecou a cair uma carga de agua daquelas.....acho que vou ficar mais um pouco.....) e preparar-me para encontrar o fuso de ca.
amanha inspirmo-me mais e conto mais coisas. hoje estou so no principio disto de escrever.
beijinhos (depois conto o plano de viagem!!)

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

os meus livros para ler nesta viagem

a cartuxa de parma. Stendhal

africa minha. Isak Dinesen

as velas ardem até ao fim. Sándo Márai

madame bovary. Gustave Flaubert

memórias de um nómada. Paul Bowles

travessuras da menina má. Mario Vargas Llosa

A Bagagem

a maquina fotográfica (para as recordações), o ipod (companheiro essencial), coluninhas portateis (para partilhar o som), telemovel (para as saudades e para sossegar a familia) e carregadores afins!

a roupa: o minimo e que mesmo assim, ás vezes sobra!: 2 pares de calças, 2 saias, 4t-shirts sem manga, 2 com manga, roupa interior suficiente, bikini, e um casaco

o estojo de higiene (por acaso são 3: um com tudo - champoo, pasta dentes, pente, protector solar, repelentes, etc; outro para levar comigo em todas as viagens com o kit minimo, porque nunca se sabe quando acaba a viagem (escova e pasta dentes, oculos e par extra de lentes, um primperan, imodium e ben-u-ron se necessário, desodorizante) e o dos medicamentos, seringas agulhas, curitas e afins que espero nunca usar!)

o pocket box de aguarelas - finalmente comprei!!

os guias lonely-planet (laos e vietnam)

os livros, pesados mas necessários - 6

um caderrno para pintar algumas aguarelas

um par de havaianas (todo o terreno, dão para quase tudo, menos para usar no avião!) e um par de sapatos (quase só para o avião)

um saco cama ultralight (peso 0,7kg), just in case

uma mochila camping-gaz, tão velhinha mas cheia de km, pó, lama e aventuras intermináveis e que não me consigo desfazer (ja tentei, mas não consigo)

uma mochila mais pequena, que vou usar pouco (só para avião e viagens maiores) e que não ocupa nem pesa grande coisa

uma toalha de banho (e que tb serve para praia)

uma vela, um isqueiro, uma lanterna (para as noites sem luz!), um fio para pendurar roupa (se for preciso ser eu a lava-la!)