quarta-feira, 26 de setembro de 2007

vietnam - kon tum

ok, cheguei vietnam, mas nao estou convencida.
queria partir do laos porque ja cansada de nao ter ninguem ha minha volta que dissese uma palavra de ingles, nada, so gestos e desenhos. ja la iam alguns dias desde a ultima vez que falei algum ingles, por isso decidi partir mais cedo do que planeava para o vietnam, mas ja me arrependi.
primeiro vou contar algumas coisas sobre attapeu, terra do mais a este possivel do sul do laos e nada turistica, mas ficava no meu caminho e descreviam como vila pacata e com algumas tribus que poderia visitar.
depois de viagem atrubulada la cheguei, era de facto uma vilazinha pacata e simpatica. o problema e que ninguem dizia nada de nada em ingles e comecei a achar que ja era demais, que assim nao ia conseguir ir a lada nenhum muito menos visitar tribus vizinhas. quando cheguei paragem autocarro vi-me a rasca para fazer entender que queria um tuk tuk para o hotel. ninguem entendia e ninguem me levava. apareceu um rapaz com ar de rico, de jeep moderno e eu dirigime a ele, mostrei no mapa a\o hotel para onde ia e ele ofereceu boleia no seu carro. nao cobrou nada e foi muito simatico. literalmente salvou-me. decidi pelo caminho que sendo assim ia para o hotel mais caro, a ver se alguem percebia alguma coisa de ingles. la fiu, era realmente luxuoso, um grande palacete transformado em hotel, em bom estado e por 12 dolares, nao exitei. contudo continuei a nao encontrar quem falasse nada de ingles. instalei-me, fui dar uma volta e procurar sitio para jantar. comi bife para me restabelecer e dei mais umas voltinhas agora ja de noite, noite de lua cheia por ca.
decidi que no dia seguinte ia procurar outras paragens, sitois mais turisticos e com possibilidade de me fazer entender.
outro problema seria como me explicar que queria saber a hora e local de partida de autocarros para o voetnam, kon tum mais precisamente.
o rapaz do hotel, muito solicito telefonou a um amigo que falava ingles e por telemovel la me expliquei o que queria. fiquei a saber que havia um no dia seguinte as 8h. combinei que o rapaz do hotel me levaria la na sua moto. agradeci.
dormi bastante bem, o hotel era mesmo simpatico, comvaranda para um jardim e HBO na tv (para quem nao sabe e um canal que passa boas series e filmes em ingles). poreiro.

hoje acordei cedo e la fui na mota do rapaz, de mochila as costas e a rir-me. pelo caminho vi uma cerimonia no templo budista da vila cheio de pessoas com insensos e velas e tive pena de nao ficar mais um pouco nesta terra.
fui descarreguada num cafezito perto de um autocarro. disse-me para esperar ali que o autocarro partia por volta das oito-nove.
e assim foi. la fui eu, eu e mais umas dez pessoas. estranhei que fosse tao vazio, nao e nada costume, mas la fomos. ao meu lado ia um local que ao ver-me escrever me perguntou se era espanhol. estranhei que reconhecesse palavras. disse num ingles macaronico que tinha estado na polonia e se eu conhecia varsovia. disse-lhe que sim, e tb cracovia. ficou contente e disse-me um ola em portugues. mundo pequeno este, afinal...

viagem por montanhas e floresta densa, estrada nova rasgada pelas montanhas fora. eram 113 km, demoramos 3h. nao havia aldeias nem nada de gentes por aquele caminho, so tigres e outros animais como li no guia.
a passagem na fronteira, surreal. nada de complicada, no meio do nada, primeiro a do laos, num barraco de madeira e depois a do vietnam, numa entrada sumptuosa e onde tive que tirar a mochila e passala por aqueles aparelhos de rx genero aeroporto, mas quase so eu. nem revistaram o autocarro....nao percebi mas tb nao me criaram problemas.
foi nessa altura que entendi que o autocarro ia ate hanoi e comecei a pensar que teria que ficar pelo caminho e nao em kon tum como pensava, dado nao ser a mesma estrada. comecei a ter algum receio porque ninguem entendia nada de nada e muito menos o motorista ou o pica. ainda hesitei e estive para me deixar ir e sair so em hoi an, proximo destino e ai sim cheio de turistas, mas achei que estava a ser cobardolas, por isso quando pararam a dizer kon tum,kon tum, la sai. eu e mais duas senhoras.
agarrei-me a uma e perguntei-lhe se tb ia mm sitio, percebi que sim. ficamos na berma de uma estrada junto a um tasco e o autocaro la foi.
desta vez confesso que comecei a ficar com algum medo. a sensacao de estar desterada.....
a senhora tratou logo de me obrigar a sentar num banquinho e mandou-me escolher comida la dentro na cozinha, la fui.
escolhi arroz e omolete, porque gosto pouco de coisas que nao sei o que sao.
a mulher do restarante la fez a comidinha e trouxe para alem do que tinha pedido, uns molhos e salada com rebentos de soja e cha. comidinha nada ma, dadas as circunstancias e como estava cheia de curiosidade sentou-se ao meu lado a ver-me comer. a outra senhora pagou-me refeicao e depois chegou uma minivan que nos levou ate kon tum.
la fui.
o vietnam e muito diferente do laos, para pior. ha mais dinheiro e por isso em vez das casihas de madeira e paredes de bambu em cima de esracas, dos bufalos e porquinhos a solta, ha casas de gosto duvidoso e muito cimento para o meu gosto ao longo da estrada. um pouco como portugal...( a versao pobre). comecei a ter saudades do pais que acabo de deixar.
ainda tenho 7 dias para gastar por ca, mas parece-me que seriam melhor gastos no laos. enfim.
cheguei. terrinha ao e grande coisa. pensei que fosse junto a um rio, pequenina e tribal. nada disso. e comparavel a uma nossa cidadezita de suburbio, mas em vez de carros ha motas e biclas.
la fui atraz numa mota ate meu hotel, desta vez o mais barato. aceitavel mas nada comparavel ao de ontem. pedi uma bicla e vou andar por ai a tentar descobrir aquiloque descrevem no guia como terra de gente simpatica e nada habituada a turistas.....
comecou por chuviscar mas ja passou. por ser nas montanhas masi fresco.
enfim, acho que amanha vou mesmo rumar para hoi an .... verei.
tenho alguma urgencia em encontrar qq sitio onde possa falar e me fazer entender.
mas tenho superado bastante a ideia que tinha de mim... ate que me faco entender bastante bem e tenho arranjado umas borlas/boleias. por ser rapariga? por viagar sozinha? por ser da hospitalidade destas bandas? talves a mistura das tres coisas.

enfim, vou por ai a ver se descubro um cantinho simpatico antes que acabe o dia.

5 comentários:

Anónimo disse...

Estou pasmado o preocupado com a tua desenvoltura! Estás a sair-te "quase" bem de mais... A minha preocupação foi grande com a descrição do rapaz do Jeep. Suspirei quando dizes que te deixou no Hotel de 12 dólares, sã e salva!!! Ao ler os teus escritos, não posso deixar de pensar que está aqui o princípio de um belo livro. Até já tem título, que como sabes é o que vende. Estamos com saudades, mas aguentamos enquanto te sentirmos tão feliz.

Anónimo disse...

Luisa, não achas que estás a meteres-te em alhadas de mais?
Aproveita , mas tem cuidado.

Anónimo disse...

ó minha rica!
que grande viagem...
por cá ( eu a combater uma dor de dentes que me consome a paciência) e tristes pela recolha obrigatória na Birmânia, pelos monges assassinados...mas que viva sempre a liberdade!
lá vamos ter de reprogramar o destino...
beijos

Anónimo disse...

OI Luzinha,
mais uma vez de SU. Não sabes como as tuas histórias são inspiradoras... transportam-me para fora desta caixa de grilos e fazem-me sonhar com o que há lá fora.
Já com saudades.
Continua que estás a ir no bom caminho.
Até breve. Bj

Anónimo disse...

Mas que grande aventura...
Aqui a vida corre tão rapida, que nem parece que estamos no mesmo planeta. Mas é bom ler as tuas "cronicas" do dia, é quase um farmaco. Torna-se uma lufada de ar fresco pra a nossa vidinha!
Continua a trilhar os teus "destinos".
Até breve (em pensamento)